Varreduras cerebrais sugerem que a dor da fibromialgia não é imaginária

Pesquisas recentes revelam que pessoas com fibromialgia têm inflamação generalizada no cérebro.

“Encontrar uma mudança neuroquímica objetiva no cérebro de pessoas acostumadas a serem informadas de que seus problemas são imaginários é muito importante”, explicou o principal autor do estudo, Marco Loggia. Ele é diretor associado do Center for Integrative Pain Neuroimaging da Harvard Medical School.

A nova pesquisa usou um teste avançado de imagem chamado tomografia por emissão de pósitrons (PET) e examinou 31 pessoas com fibromialgia e 27 controles saudáveis ​​de Boston e Estocolmo, na Suécia.

O Dr. Harry Gewanter, professor do Colégio Americano de Reumatologia, concordou que as descobertas poderiam proporcionar conforto aos pacientes.

“Há uma grande quantidade de estigma associado a condições de dor crônica, como a fibromialgia. Acho que muitas pessoas vão se sentir muito melhor sabendo que existem mudanças fisiológicas que podem ser encontradas”, disse Gewanter.

A fibromialgia causa dor em todo o corpo, de acordo com os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças. UU A condição também causa problemas de sono, fadiga e dificuldade de raciocínio e memória.

O distúrbio afeta cerca de 4 milhões de americanos, informa o CDC. A causa exata da fibromialgia é desconhecida, embora os pesquisadores tenham dito que provavelmente é uma doença do sistema nervoso central. Medicamentos e modificações no estilo de vida podem ajudar a controlar a condição.

Todos os voluntários do estudo foram submetidos a exames de PET. Pacientes com fibromialgia em Boston eram mais pesados ​​que os controles saudáveis ​​em Boston e aqueles em Estocolmo com fibromialgia. Os pesquisadores disseram que essa era a única variável significativamente diferente entre os dois grupos.

Quando os pesquisadores compararam os exames de pessoas com fibromialgia com controles saudáveis, eles viram mais inflamação nas células imunes do cérebro (glia) em pessoas com fibromialgia.

Loggia disse que as descobertas podem levar a melhores formas de testar os tratamentos da fibromialgia para ver se eles reduzem a inflamação. Também é possível que essa descoberta ajude os pesquisadores a descobrir a causa do distúrbio.

Gewanter disse que este estudo dá aos cientistas várias direções possíveis. Uma delas é poder seguir um tratamento para ver como isso funciona. Outra é possivelmente desenvolver maneiras de intervir com novos tratamentos.

Agora, o tratamento se concentra em medicamentos e mudanças no estilo de vida. Segundo o CDC, as pessoas com fibromialgia são aconselhadas a tentar exercitar-se por 30 minutos todos os dias da semana. E estabelecer hábitos regulares de sono pode ajudar, bem como reduzir o estresse tanto quanto possível, talvez por meio de yoga ou meditação.

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