Fibromialgia: Dificuldade freqüente em pé devido à disfunção do sistema nervoso autônomo

Diferentes estudos encontraram dificuldade em permanecer de pé (intolerância ortostática) e disfunção do sistema nervoso autônomo, o que explica essa dificuldade em pessoas com fibromialgia.

Esta disfunção diz respeito ao barorreflexo, que é um dos mecanismos responsáveis ​​por manter a pressão arterial constante.

Um novo estudo, publicado na revista PLoS One, teve como objetivo confirmar e descrever o fenômeno, bem como se está significativamente relacionado ao impacto da fibromialgia na qualidade de vida e na dor. Uma variedade de disfunções do sistema nervoso autônomo (disautonomia) foi observada em pessoas com fibromialgia (por exemplo, 2015 e   2009  ), relata o blogger especializado Cort Johnson. Alguns pesquisadores acreditam que esses ataques são inerentes à doença, que fazem parte dos mecanismos patológicos que a explicam.O sistema nervoso autônomo faz parte do sistema nervoso periférico (fora do cérebro e da medula espinhal). É responsável pelas funções automáticas do corpo, como digestão, ritmo cardíaco, pressão arterial, transpiração …

Inclui os sistemas nervosos simpático e parassimpático que possuem funções opostas e complementares. O sistema simpático responde ao estresse ativando o corpo, o sistema parassimpático induz uma resposta de relaxamento. As disfunções observadas na fibromialgia correspondem a uma ativação excessiva do sistema simpático.

Um deles é o barorreflexo que regula a pressão sanguínea a curto prazo. Sem esse reflexo, não seria possível ficar sem tontura ou desmaio. Receptores, os barorreceptores, encontrados nos nervos dos vasos sangüíneos, detectam mudanças na pressão sangüínea e transmitem impulsos nervosos que controlam os ajustes da dilatação dos vasos e da frequência cardíaca.

O barorreflexo é particularmente importante para a adaptação à queda súbita da pressão sanguínea ao passar da posição supina para a vertical, enquanto a gravidade atrai o sangue para a parte inferior do corpo.

Antonio Roberto Zamunér e Ester Silva, da   Universidade Federal de São Carlos(Brasil), juntamente com seus colegas, realizaram este estudo com 35 mulheres com fibromialgia, com idade média de 48 anos (+ ou – 9 anos).

O barorreflexo foi avaliado por várias análises a partir de medidas de atividade cardíaca, pressão arterial e atividade respiratória em posição supina e em pé.

O impacto da fibromialgia na qualidade de vida foi avaliado com o Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ)   (teste)  , que incluiu a capacidade de realizar tarefas diárias, e a dor foi avaliada com uma escala visual.

O estudo conclui que os participantes com a menor atividade barorreflexa em pé foram aqueles com fibromialgia que diminuíram a qualidade de vida e relataram mais dor.

A dificuldade na posição em pé contribuiria, ou pelo menos estaria relacionada, com a gravidade da fibromialgia, medida pela capacidade de funcionar no cotidiano (FIQ) e na dor.

Note-se que esta ligação pode ser explicada em si, mas também pode ser reforçada pelo fato de que o déficit do barorreflexo poderia ser uma manifestação de disfunções mais generalizadas do sistema nervoso autônomo, afetando também outros sistemas.

A intolerância ortostática (incapacidade de permanecer por mais do que um curto período de tempo) é um dos critérios diagnósticos para a síndrome da fadiga crônica proposta pelo American  Institute of Medicine   (IOM).

A pesquisa deve continuar.

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